Grupo global de commodities investirá R$ 26 milhões em unidade no complexo da VLI, conectado à Ferrovia Norte-Sul e ao Porto do Itaqui
A ETG, grupo global de commodities, vai instalar sua primeira operação industrial no Brasil em Palmeirante, no Tocantins. O projeto será implantado no complexo da VLI, conectado à Ferrovia Norte-Sul.
O investimento previsto é de cerca de R$ 26 milhões. A unidade terá capacidade para produzir até 200 mil toneladas de fertilizantes por ano e armazenar 45 mil toneladas.
As obras devem começar em agosto, com início de operação previsto para fevereiro de 2027, segundo informações divulgadas pela VLI.
Fertilizantes no Tocantins ganham novo investimento
A escolha por Palmeirante coloca a logística no centro da decisão.
O complexo recebe fertilizantes importados que entram no país pelo Porto do Itaqui, no Maranhão, que seguem pela Ferrovia Norte-Sul até o Tocantins.
A estrutura integra o corredor logístico de fertilizantes inaugurado pela VLI em 2022, em parceria com a Companhia Operadora Portuária do Itaqui. O projeto recebeu cerca de R$ 400 milhões em investimentos.
Para a ETG, a localização permite atender produtores do Tocantins e de áreas próximas de fronteira agrícola, como Maranhão, Piauí e Bahia.
Matopiba reforça atratividade do projeto
A chegada da ETG ocorre em uma região estratégica para o avanço agrícola brasileiro.
O Matopiba reúne áreas produtoras no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, com demanda crescente por insumos, armazenagem e infraestrutura logística.
Nesse contexto, a instalação de uma unidade de fertilizantes no corredor Norte pode reduzir distâncias entre importação, processamento e entrega ao produtor.
A decisão também reforça o papel do Tocantins como ponto de conexão entre porto, ferrovia e regiões consumidoras de insumos agrícolas.
Corredor ferroviário busca mais eficiência
Além do impacto para o abastecimento regional, o projeto tem efeito sobre a operação logística.
Segundo a VLI, a movimentação de fertilizantes ajuda a otimizar o fluxo ferroviário no corredor Norte. Vagões que antes poderiam retornar vazios de São Luís passam a transportar insumos em direção às regiões produtoras.
Essa lógica melhora o aproveitamento da malha, especialmente em um corredor também usado para escoamento de grãos.
Para o agro, o ganho está na tentativa de aproximar insumos de regiões em expansão, em um país ainda dependente de fertilizantes importados.
Investimento amplia disputa por insumos
A nova fábrica da ETG chega em um momento de atenção sobre custo, disponibilidade e logística de fertilizantes no Brasil.
A maior parte dos fertilizantes consumidos no país tem origem externa, o que torna o setor sensível a câmbio, frete, oferta internacional e gargalos portuários.
Por isso, investimentos em unidades próximas a corredores logísticos podem ganhar relevância na disputa por eficiência.
No caso da ETG, a entrada no Brasil começa por uma região em que logística e expansão agrícola caminham juntas. Para o Tocantins, o projeto reforça a tentativa de consolidar Palmeirante como polo de fertilizantes e apoio ao agronegócio regional.


















