À frente da Datagro, Plinio Nastari consolida uma leitura estratégica do setor sucroenergético, defendendo integração produtiva, protagonismo dos biocombustíveis e decisões rápidas para fortalecer a segurança energética e econômica do Brasil.
Referência global em açúcar, etanol e bioenergia, Plinio Nastari construiu, ao longo de décadas, uma atuação marcada pela capacidade de antecipar tendências e traduzir dados em direção estratégica para o agronegócio. À frente da Datagro, seu posicionamento reforça o papel central do Brasil na transição energética e na segurança do abastecimento mundial.
Para Nastari, o setor sucroenergético vive um momento de inflexão, em que decisões deixam de ser apenas operacionais e passam a impactar diretamente a inserção do país no cenário global. “Entramos em um novo momento para o setor sucroenergético, em que as decisões deixam de ser apenas operacionais e passam a ter impacto direto na inserção do Brasil no mercado global de energia”, afirma.
Nesse contexto, ele defende uma visão integrada entre produção, política energética e competitividade. A força dos biocombustíveis, segundo o executivo, é resultado de uma engrenagem complexa e complementar. “O segredo mais bem guardado da agropecuária do Brasil advém dessa integração virtuosa de cadeias produtivas que tem como elo de ligação os biocombustíveis.”
Os números reforçam esse protagonismo. O etanol já substituiu parcela significativa da gasolina consumida no país, gerando impactos diretos na economia e na redução da dependência externa. “Temos uma condição extraordinária: enquanto outros países enfrentam risco de desabastecimento, seguimos avançando na substituição de gasolina por etanol.”
Diante de um cenário internacional pressionado por conflitos e volatilidade nos preços do petróleo, Nastari também defende medidas objetivas para ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética. “Se eu fosse a pessoa que decide, eu não teria dúvidas em aumentar a mistura de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel.”
Mais do que uma agenda conjuntural, sua visão aponta para o futuro: um agro cada vez mais integrado, tecnológico e estratégico, capaz de produzir alimento e energia de forma sustentável. Para ele, a união do setor será determinante para enfrentar desafios e consolidar o Brasil como potência energética global.


















