Brasil amplia acesso a mercados internacionais

Novos acessos envolvem DDG de milho, ovos e material genético de batata e equinos vivos, reforçando a estratégia brasileira de diversificação comercial e avanço sanitário

O agronegócio brasileiro ampliou sua presença internacional com novas aberturas de mercado na Coreia do Sul, União Econômica Euroasiática, Peru e Togo, consolidando o avanço da diplomacia agrícola brasileira e elevando para 609 o número de acessos conquistados desde o início de 2023.

As negociações, conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), envolvem produtos ligados às cadeias de proteína animal, biocombustíveis, genética vegetal e reprodução animal.

O movimento reforça uma estratégia baseada em diversificação de destinos, fortalecimento sanitário e ampliação da presença brasileira em mercados considerados estratégicos para o comércio global de alimentos.

Coreia do Sul abre mercado para ovos brasileiros

Entre os avanços recentes, a Coreia do Sul autorizou a importação de ovos e produtos derivados do Brasil, ampliando oportunidades para a avicultura nacional tanto no consumo direto quanto na indústria alimentícia.

O mercado sul-coreano já representa um parceiro relevante para o agro brasileiro. Em 2025, as exportações do setor para o país asiático somaram US$ 2,4 bilhões, com destaque para farelo de soja, carne de aves, café, milho, algodão e couro.

A abertura ocorre após a missão presidencial brasileira realizada em fevereiro de 2026, quando os dois países assinaram memorandos de entendimento voltados à cooperação em agricultura, bioinsumos, inovação, desenvolvimento rural e medidas sanitárias e fitossanitárias.

União Euroasiática amplia espaço para DDG brasileiro

Outro avanço relevante ocorreu na União Econômica Euroasiática, bloco formado por Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia.

As negociações permitiram a abertura do mercado para os grãos secos de destilaria de milho (DDG), subproduto da indústria do etanol utilizado na alimentação animal.

O acesso amplia as possibilidades comerciais ligadas à cadeia do milho e fortalece o posicionamento brasileiro dentro do mercado global de insumos para proteína animal.

Em 2025, o bloco importou mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários brasileiros, principalmente café, proteínas animais e fumo.

Peru e Togo ampliam agenda de genética e reprodução

No Peru, a autorização para exportação de pólen de batata abre espaço para cooperação em pesquisa, melhoramento genético e diversificação produtiva.

O país sul-americano importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, especialmente produtos florestais, proteínas animais, soja e cereais.

Já no Togo, a abertura para exportação de equinos vivos destinados à reprodução fortalece o segmento de genética animal e amplia a presença brasileira no mercado africano.

As importações togolesas de produtos agropecuários brasileiros superaram US$ 148 milhões em 2025, com destaque para complexo sucroalcooleiro, proteínas animais e couro.

Diplomacia sanitária ganha peso estratégico

As novas aberturas reforçam o papel das negociações sanitárias e fitossanitárias como ferramenta estratégica para expansão comercial do agronegócio brasileiro.

Além do impacto econômico direto, os acordos fortalecem o posicionamento do Brasil como fornecedor global de alimentos em mercados com alta exigência técnica, rastreabilidade e padrões sanitários rigorosos.

O avanço também evidencia a ampliação da pauta exportadora brasileira, que passa a incorporar segmentos ligados à bioenergia, genética vegetal e reprodução animal, além das cadeias tradicionais de proteína e grãos.

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