Com foco em inovação e sustentabilidade, André Savino lidera estratégias na Syngenta que ampliam a eficiência e a rentabilidade no campo.
Em um cenário cada vez mais desafiador para o agronegócio, marcado por volatilidade de preços, mudanças climáticas e pressão por eficiência, a liderança exige mais do que experiência: pede conexão com o campo. É nesse contexto que André Savino, presidente da Syngenta Proteção de Cultivos no Brasil, se destaca ao consolidar uma gestão pautada pela proximidade com o agricultor e pela integração de soluções inovadoras.
Com uma trajetória construída dentro da própria companhia desde 1998, Savino reúne visão estratégica e vivência prática, inclusive como cafeicultor, para liderar um modelo que vai além do portfólio tradicional. “Consolidamos nossa estratégia de estar dentro da porteira, com a botina no campo, ouvindo as dores reais do produtor”, afirma. Essa abordagem tem sido determinante para fortalecer a confiança do mercado e sustentar a liderança da empresa no país.
Mais do que indicadores financeiros, o executivo destaca o reconhecimento dos clientes como reflexo direto de sua gestão. Entre os marcos recentes, o Programa REVERTE® simboliza esse impacto ao unir sustentabilidade e viabilidade econômica. Com mais de R$ 2 bilhões em crédito desembolsado, a iniciativa já alcança dezenas de produtores e milhares de hectares, promovendo a recuperação de áreas degradadas e reforçando o compromisso com a agricultura tropical sustentável.
A inovação ocupa papel central na estratégia da companhia. Plataformas digitais como o Cropwise, com recursos de Inteligência Artificial, vêm transformando dados em decisões práticas no campo. “A inovação deve ser o braço direito do agricultor, oferecendo retorno claro sobre o investimento”, ressalta Savino. A tecnologia permite maior previsibilidade e agilidade na gestão, reduzindo incertezas em um ambiente dinâmico.
Para o executivo, liderar no agronegócio contemporâneo exige competências que vão além do conhecimento técnico. Resiliência, adaptabilidade e capacidade de trabalhar em equipe são essenciais. “O tempo das decisões baseadas apenas na intuição ficou para trás. Hoje, precisamos ser tão ágeis quanto a natureza”, pontua.
Esse olhar também se reflete na forma como equilibra performance, inovação e sustentabilidade. Com investimentos globais em Pesquisa e Desenvolvimento, a companhia direciona esforços para soluções integradas, que vão de defensivos a ferramentas digitais e modelos financeiros. Nesse contexto, o Brasil se consolida como peça-chave, tanto pela relevância produtiva quanto pelo potencial de inovação.
A cultura organizacional é outro pilar que sustenta os resultados. Baseada em colaboração, foco no cliente e digitalização, ela permite decisões rápidas na ponta, fortalecendo a relação com o produtor e garantindo longevidade ao negócio. “No agro, a confiança pode levar gerações para ser construída”, destaca.
Diante de um cenário global complexo, Savino reforça que o amadurecimento da liderança passa pela capacidade de unir gestão estratégica e conhecimento técnico. Para ele, o futuro do setor será moldado pela agricultura regenerativa, pela integração de tecnologias e pela democratização do acesso à inovação.
Ao olhar para as próximas gerações, deixa um conselho direto: “É preciso preservar o legado, mas ter coragem para adaptar o que for necessário. A proximidade com o cliente e a abertura à inovação são diferenciais para construir uma trajetória sólida no agro”.
Assim, sua atuação reafirma o papel de líderes que não apenas acompanham as transformações do setor, mas ajudam a cultivá-las; com estratégia, tecnologia e conexão com quem faz o campo acontecer.

















