Realizado pelo Agro World Ecosystem, encontro promovido pelo Grupo Mídia promoveu debates com autoridades, empresários e especialistas sobre as transformações que influenciam o setor
O Agro World Ecosystem, plataforma do Grupo Mídia dedicada ao relacionamento, à influência e à geração de negócios no agronegócio, realizou, nesta quinta-feira (5), o Agro World Fórum 2026, no Renaissance Hotel, em São Paulo. Com o tema “O Agro Brasileiro Diante da Nova Ordem Global”, o encontro contou com autoridades públicas e grandes lideranças do agronegócio para discutir os movimentos que estão transformando o setor, das relações comerciais internacionais à inovação, à gestão empresarial e à transição energética.
O evento contou com a parceria estratégica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de São Paulo (SENAR-SP), da Girassol e da Corteva, além do apoio das mídias oficiais Agro World, Canal Rural e Prylom Agronegócio.
Em seu discurso de abertura, Edmilson Caparelli, presidente do Grupo Mídia, destacou a responsabilidade do Brasil de ampliar seu protagonismo nas decisões que definirão o futuro do agronegócio mundial. Segundo o executivo, o país já consolidou sua posição como potência produtiva, mas precisa avançar na construção de alianças e na participação estratégica nos mercados internacionais.
“Não basta sermos uma potência na produção. Precisamos ampliar nosso protagonismo nas decisões que definirão o futuro do agronegócio mundial”, afirmou.
Caparelli também ressaltou que o Agro World Ecosystem vai além da realização de fóruns, premiações e produção de conteúdo. A proposta é construir um ecossistema de relacionamento, influência e geração de negócios, aproximando empresários, CEOs, investidores, produtores, autoridades e lideranças capazes de transformar ideias em oportunidades e resultados.
“Queremos construir algo que permaneça, que gere valor e que deixe um legado”, destacou.
O presidente ainda anunciou novidades para 2027, ano em que o Agro World completará cinco anos de história. A plataforma prepara uma agenda ampliada de iniciativas e experiências, com maior protagonismo para o Agro World Club, voltado ao relacionamento permanente entre grandes lideranças, e a estruturação de um Conselho Consultivo, que reunirá representantes do agronegócio para contribuir com a visão estratégica do ecossistema.
Sete debates sobre o presente e o futuro do agro
A programação do Agro World Fórum 2026 foi estruturada em painéis, que abordaram diferentes dimensões do ambiente de negócios do agronegócio. O primeiro debate, “Geopolítica, Comércio Internacional e o Novo Mapa do Agronegócio” foi moderado por Manoel Mário, diretor-presidente da Academia Latino-Americana do Agronegócio (ALAGRO). O painel contou com Marcos Matos, CEO do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CECAFÉ); Arnaldo Jardim, deputado federal e coordenador da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop); Jorge Espanha, Group Director da Vetoquinol para a América Latina e o Canadá (LATAM-C); e Estevão Margotti de Carvalho, gerente executivo de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Entre os temas estiveram a segurança de insumos estratégicos, a diversificação de parceiros comerciais e as exigências ambientais dos mercados internacionais.








Na sequência, o painel “Competitividade do Agro Brasileiro” abordou pesquisa agropecuária, bioenergia, acesso à tecnologia, custos de produção, crédito, seguro e infraestrutura. Com mediação de Thiago Péra, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP) e coordenador do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (ESALQ-LOG), participaram Tirso Meirelles, presidente da FAESP/SENAR-SP; Hugo Cagno, presidente da União Nacional da Bioenergia (UDOP); Álvaro Duarte, diretor-presidente da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (FUNDEPAG); e Carminha Maria Gatto Missio, conselheira da Sementes Oilema.








O terceiro painel, “Inteligência Artificial, Tecnologia e o Futuro da Produção”, explorou como as soluções digitais estão transformando as etapas de planejamento, manejo, gestão e comercialização no campo. Sob mediação de João Casagrande, Head de Agro da Impactability, participaram Luiza Capanema, assessora do Gabinete da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA); Johann Coelho, fundador e CEO da BemAgro; e Fabrício Orrigo, diretor executivo de Produtos da TOTVS. A discussão abordou aplicações práticas da inovação e os desafios de colaboração entre empresas, pesquisa e produtores para ampliar a adoção de novas tecnologias.







Em “Liderança, Sucessão e Construção de Legado”, Paulo Pimenta, responsável pelo Núcleo de Direito Agrário e Agronegócio da Fernando de Paula & Telmo de Alencastro Advocacia (FPTA Advocacia), conduziu a conversa sobre sucessão, governança e profissionalização das empresas do setor. O painel contou com Felipe Daltro, presidente da Corteva Agriscience para a América Latina; Gilmar Meneghini, CEO da Girassol Agrícola; e Paulo Cesar Tiburcio Gonçalves, presidente executivo da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (ANDAV). Entre os temas estiveram a transição entre gerações, a preservação da cultura empresarial e a preparação das estruturas de gestão para garantir a continuidade dos negócios.





O quinto debate, “Desafios impostos pelo Clima e Super El Niño no Agronegócio”, discutiu os impactos de eventos extremos sobre a produção e a necessidade de ampliar instrumentos de proteção e adaptação. Com moderação de Glauco Cortez, especialista em Agrometeorologia, participaram Graciela Mognol, diretora de Marketing Brasil da BASF (Badische Anilin- & Soda-Fabrik) Soluções para Agricultura; Irini Tsouroutsoglou, diretora de Minas e Energia da Academia Latino-Americana do Agronegócio (ALAGRO) e João Adrien, vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB) e Head de ESG Agro do Itaú BBA. A conversa também abordou o papel da tecnologia, do crédito, do seguro e da infraestrutura na resiliência do setor.





A agenda avançou para “Energia, Biocombustíveis e a Nova Fronteira de Negócios do Agro”, com mediação de Giovana Araújo, sócia de Agro da KPMG. O debate contou com Giuliano Beggio Francischini, CEO da Beggio Lorenzo Agropecuária; Plínio Nastari, presidente da DATAGRO; e José Guilherme Nogueira, CEO da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (ORPLANA). Entre os assuntos estavam o potencial da cana-de-açúcar, da bioeletricidade, do biogás, do biometano e de combustíveis como o SAF, além da intensidade de carbono como fator de competitividade internacional.






Encerrando a programação, o painel “O Agro do Futuro Já Começou: Consolidação, Escala e Novos Modelos de Negócio” teve mediação de Felippe Serigati, pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), e participação de Maurílio Biagi, presidente do Grupo Maubisa; José Luiz Tejon, sócio-diretor da Biomarketing; e Roberto Fava Scare, sócio-fundador da Harven Agribusiness School. A discussão ampliou o olhar sobre a transformação do setor, abordando reputação, formação de lideranças, acesso a capital, modelos empresariais e a capacidade de o Brasil converter sua força produtiva em maior geração de valor e influência nos mercados globais.






Conexões e próximos encontros
Ao longo dos debates, o Agro World Fórum 2026 evidenciou a importância de aproximar diferentes agentes da cadeia produtiva para enfrentar desafios comuns e identificar novas oportunidades. A troca entre lideranças públicas e privadas reforçou o papel da colaboração, da inovação e da visão estratégica na construção de um agronegócio brasileiro mais competitivo e preparado para as transformações do cenário global.
A agenda do Agro World Ecosystem continua em 9 de dezembro, também no Renaissance Hotel, com o encontro Líderes do Agro 2026. A programação prevê uma noite de reconhecimento, relacionamento e conexões entre representantes do setor.


















